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Perda de competitividade reduz produção de químicos
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 A produção de químicos de uso industrial teve uma queda de 9,54% em abril de 2019 em relação ao mês anterior, segundo apuração realizada pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim. Esta queda na produção fez com que o setor, que havia registrado crescimento de 1,55% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, registrasse de janeiro a abril um recuo na produção de 0,84% em comparação com os quatro primeiros meses de 2018.

Entre os grupos que tiveram maior impacto sobre a produção estão os intermediários para fertilizantes, produtos petroquímicos básicos e resinas termoplásticas. Parte da diminuição no volume produzido é atribuída a paradas programadas, porém o setor também é impactado por outros fatores, que reduzem a competitividade do produto nacional em comparação ao importado, que já ocupa 38% do mercado nacional, já as vendas internas de produtos fabricados no Brasil caíram 1,12% de janeiro a abril em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, parte desse movimento negativo também está associada ao desaquecimento da atividade econômica nacional. “As empresas estão tendo dificuldade para manter os níveis de produção e as vendas ao mercado local no início deste ano devido ao arrefecimento da atividade econômica, que não decolou nos últimos meses, como era esperado no início do ano”.

Como resultado deste cenário econômico e da redução na demanda pelos setores clientes, o consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação, dos produtos químicos de uso industrial apresentou retração de 3,1% de janeiro a abril de 2019 em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. A queda na produção se reflete na diminuição no nível de utilização da capacidade instalada, que foi de apenas 73% na média dos quatro primeiros meses de 2019, um ponto abaixo da taxa de igual período do ano passado.

Outros fatores - A executiva da Abiquim ressalta que outros fatores também afetaram o setor como a alta no preço de insumos básicos e de energia (como gás natural), que tem impactado a competitividade e pressionando os custos unitários de produção em um momento em que o nível operacional se encontra baixo. Apesar do desempenho menor que o esperado no início do ano, o setor químico ainda nutre expectativas positivas para o segundo semestre, que podem vir da aprovação das reformas (Previdência, legislação de saneamento, entre outras) e do programa Novo Mercado de Gás, anunciado pelo governo federal.

 “O programa está sendo aguardado com muita ansiedade, especialmente pela expectativa de redução dos custos do gás e da energia em 50% nos próximos anos. Tal fato, associado à expansão da oferta e dos ofertantes do Pré-Sal, pode modificar o cenário da indústria química nacional”, afirma Fátima.

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